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Haydée S. Hostin Lima

ACADÊMICA IMORTAL EFETIVA 
CADEIRA 105

Nasci em Canoas / RS, na região metropolitana de Porto Alegre / RS, aos 19 de março de 1963. O meu nome, Heriberto, foi escolhido por meus pais em razão do Santo Heriberto, que foi arcebispo de Colônia, na Alemanha. Os meus pais devem ter se equivocado na consulta à data de nascimento do santo que, na realidade, comemora-se no dia 16 de março.
O dia 19 de março é dia de São José. Mas não tem problema. Assim, tenho dois santos a me proteger. Por parte de minha mãe Lúcia, sou descendente de alemães. Minha avó materna Elsa era da familia Weirich (era o Cardeal Ratzinger de saia, tamanha a semelhança) e meu avô materno Avelino da família Roos. Já por parte de meu pai, Denizar, os antepassados são portugueses. Minha avó paterna Angélica era da família Dias e meu avô paterno Herculano da família Maciel. Daí meu nome completo:
Heriberto Roos Maciel.
Cursei o ensino fundamental no Colégio São Paulo, em Canoas.
Nessa escola, nas aulas de técnicas agrícolas, aprendi as noções de cultivo de pomares, poda de videiras, plantio e conservação de hortaliças, e o gosto por lidar na terra até hoje. Já no segundo grau, frequentei o curso de técnico em telecomunicações no Colégio Cristo Redentor, também em
Canoas, que me possibilitou exercer a profissão de supervisor de construções de redes telefônicas por quase dois (2) anos.
Ingressei no serviço público estadual do RS, mediante concurso público, em 16 de setembro de 1982, aos 19 anos, atuando inicialmente no Poder Executivo, onde destaco que, a convite do então Procurador-Geral do Estado, o Dr. Manoel André da Rocha, assumi, com 26 anos, as funções de Diretor do Departamento de Administração daquela Instituição.
Na ocasião, quando convidado para exercer o cargo, disse ao Procurador-Geral que havia um óbice objetivo à minha indicação. Os cargos de coordenação eram privativos de Procuradores do Estado e eu titulava cargo do quadro auxiliar. O Dr. Manoel perguntou-me sobre qual era a norma que continha essa restrição. Respondi que estava em um decreto estadual. Ele abriu um sorisso e disse: “ então é simples, é só alterar o decreto, excepcionando-se o Departamento de Administração, que poderia, 
além de Procurador do Estado, ser coordenado por integrante do quadro de pessoal. E assim foi feito. Os colegas e amigos brincaram comigo dizendo que era o “decreto Heriberto”.
Em 04 de dezembro de 1990, assumi, aos 27 anos, o cargo de Promotor de Justiça do Ministério Público do RS, após aprovação e nomeação em concurso público. Atuei no interior até 1998, quando passei a exercer as funções do cargo em Porto Alegre. Em 05 de abril de 2022, fui promovido ao cargo de Procurador de Justiça, estando a atuar na Procuradoria de Justiça Criminal. No Ministério Público, presidi ou integrei diversas comissões e grupos de trabalho em matérias de interesse inatitucional.
Em 1º de julho de 2010, recebi a distinção da Ordem do Mérito do Ministério Público, no grau de Comendador.
No plano acadêmico, exerci o magistério jurídico na graduação do Curso de Direito da UNISINOS, a partir de 1996, por 24 anos. Na mesma universidade obtive o diploma de Mestre em Direito Público. Fui palestrante em cursos de especialização em diversas universidades, bem como nos cursos de preparação às carreiras jurídicas do Ministério Público, Magistratura e Defensoria Pública.
No campo jurídico, escrevi diversos artigos individuais e coletivos, bem como fui examinador na área do Direito em diversos concursos públicos . Além disso, publiquei, em 2016, o livro intitulado “ Estatuto e Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos do RS Comentado Artigo por Artigo”, em coautoria com Sandra Regina Andreatta.
Até aqui, reconheço que a narrativa de minha biografia é um tanto formal, embora com algumas tentativas de torná-la menos insossa e sonolenta. Assim, passo a discorrer um pouco sobre vida familiar, esportes e no final, a literatura, o que não garante torná-la mais interessante.
Vida familiar. Sou casado há mais de três décadas com Carla Maria Esteves Maciel. Casamos em 1º de fevereiro de 1991. Era um anoitecer quente, abafado e úmido, típico do verão em Porto Alegre. Fizemos as cerimônias civil e religiosa na Igreja Nossa Senhora de Lourdes. Nossa relação é substantiva e substanciosa. Carla é minha esposa, amiga e companheira de todas as horas. Fruto desse amor, nasceram e dão alegria e esteio a nossas vidas os filhos, hoje adultos, Frederico Esteves
Maciel, médico, e Catharina Esteves Maciel, designer.
No campo esportivo, desde a infância fui apaixonado por futebol.
Aprendi a jogar e a disputar as “peladas” em um terreno baldio, próximo à casa onde morava. Às vezes passava a tarde inteira jogando com os amigos, só ouvindo os berros de minha mãe no final da tarde, dizendo que era hora de tomar banho e jantar. Apesar da dedicação, não tinha muita habilidade com a bola, de modo que não tive dom ou pendores para tornar-me jogador. Sou torcedor e sócio do Grêmio, paixão clubística que transmiti aos meus filhos. E a minha segunda paixão é o
tênis, embora nenhum familiar ou amigo de infância jogasse. Não jogo futebol atualmente pelos riscos de lesões causadas pelo contato físico.
Continuo jogando tênis, ainda que ocasionalmente, porque pelo menos nesse esporte, os adversários são separados por uma rede no meio da quadra, cada um do seu lado, cada um em seu quadrado.
Agora, chegamos finalmente à literatura. Desde a adolescência tomei o gosto pela leitura, seja de crônicas, contos, romances ou poesia.
Mas ler é uma coisa. Escrever é outra. E se algum vidente me dissesse há dez (10) anos que eu escreveria e publicaria um livro de poemas, eu diria que o sujeito estaria louco ou totalmente equivocado.
Até o ano de 2018, a minha dedicação era voltada às letras jurídicas.
Minhas incursões literárias, em termos de escrita, eram raras e limitadas a algumas crônicas. De repente, os poemas surgiram, pediram passagem e começaram a fluir. Tomei coragem de mostrá-los a familiares, colegas e amigos, que me estimularam a publicá-los. Assim, surgiu o meu primeiro livro de poemas “Os remédios do amor em 18 poemas”, que publiquei em 2019. Agora, estou a publicar meu segundo livro de +poemas, “ o silêncio das palavras”.
Como tenho afirmado, a minha poesia é simples. Como autor,
quase sessentão, sou uma criança começando a caminhar no mundo da
literatura. O meu desejo é de compartilhar a experiência com os amigos
e estimular a leitura do público. Se vou perseverar nos versos ou migrar
e interpolar com crônicas, contos ou romance, ou mesmo aposentar-me
e cuidar da minha horta e frutíferas do meu quintal e viajar com minha
esposa antes que o avanço do tempo apresente-me o sinal vermelho, não
faço a menor ideia. O futuro é um livro aberto, que vai sendo escrito a
cada momento. E não saber como será preenchido é o mistério que nos
estimula, nos move, encanta e confere sabor à vida.

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